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Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Tu não mereces um amor frio, mereces magia

04.03.18 | Olhos de cristal frio

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Como se namorava há 50 anos?

O que se transformou da serenata ao Fabebook?

Há 50 anos o namoro tinha como objetivo o casamento e a formação da família.

Havia uma ordem muito clara de que todos deveriam se casar e quem não o fizesse ficava para "tio/a", algo socialmente reprovável.

A ideia do amor era mais romântica, expressa nas músicas, nos filmes...

O namoro de hoje nem sempre desemboca no casamento, é muito mais focado no prazer que no dever.

Não se pode comparar o namoro de hoje e o de ontem em termos de compromisso.

As relações, que se tornaram mais líquidas, passaram a ser o tema de exposição.

Tudo vira notícia. E a notícia passa a ser mais importante que a própria relação.

Antigamente as pessoas "andavam" namorando e hoje namoram "andando"? Há diferenças?

 

"Andar" tem um significado mais sexual, talvez com menos compromisso, tampouco fidelidade. Podes "andar" com muitas pessoas ao mesmo tempo. E quando a relação começa a exigir mais, quando começa a envolver mais afeto e inteligência para se relacionarem, é comum mudar o canal e passar para outro.

De "andar" em "andar" aumenta o despreparo para qualquer tipo de aprofundamento.

O conceito de namorar e "andar" mudou ao longo do tempo? Isso muda as relações entre os namorados ou pretendentes a namorados?

Não se usa mais a palavra promiscuidade, que caiu em desuso.

 

 

Antigamente era preciso conhecer bem a outra pessoa para ter relações sexuais. Hoje o sexo não significa muita coisa.

E como o sexo ficou mais fácil, acaba, muitas vezes, ocupando o lugar do afeto.

Hoje tudo é mais rápido. Além disso, as redes sociais dão a impressão de que tens milhares de opções e, por isso, aumenta o grau de exigência.

Parece que, qualquer que seja a escolha feita, pode ser que haja alguém melhor, ou que não seja a escolha mais adequada.

Mesmo quando terminas uma relação, é famosa a frase “A fila anda”, como se sempre houvesse uma fila de pretendentes.

Neste sentido, se dá mais valor à quantidade do que à qualidade das relações.

Aumentou a liberdade sexual.

A virgindade não é mais um tabu, tampouco a sexualidade.

Falta de responsabilidade, falta de compromisso, falta de perspectiva, acomodação, passividade, falta de contato com a realidade. Tudo isso leva o indivíduo à uma vida superficial, baseada em valores inconsistentes.

Antigamente as pessoas eram mais corajosas para o envolvimento, tinham mais consideração pelo outro, porém mas eram mais pautadas pelo que devia ser do que pelo que realmente queriam. Hoje se tem mais liberdade, mais autenticidade, porém menos comprometimento e menos crescimento pessoal.

Aqueles que dizem levar a vida muito bem sozinhos, algo me diz que, por trás deste modo de viver, existe muito medo e falta de habilidade para se relacionar. 

 

Não interessa quem tu amas, onde é que amas, porque é que amas, quando é que amas ou como é que amas, o que interessa é que amas.

- Sofia Faria

 

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