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Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Simplesmente...EU!!!

08.02.18 | Olhos de cristal frio

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Hoje resolvi falar de mim... Admito que acho difícil fazer uma definição de mim mesma...

Não gosto de falar sobre qualidades e defeitos... Prefiro que as pessoas me conheçam e tirem suas próprias conclusões... 

Tenho defeitos, qualidades, desejos, sonhos, medos, vontades... Não sei para quantas pessoas eu sou realmente especial, e nem sei da intensidade desses sentimentos, e de verdade, eu prefiro não saber, faz parte dos mistérios da vida. Só eu posso falar por mim, só eu sei de mim, é à minha consciência que eu devo ou não alguma coisa. Por vezes aparento frieza... mas não deixa de ser mera aparência. 

Não preciso prejudicar ninguém, não desejo o mal a ninguém, e por mais que tenham feito algo que me afete, eu prefiro ultrapassar e deixar que o tempo traga as respostas. Sou contra qualquer tipo de violência e vingança. O ser humano não precisa disso. Todos nós temos direito á vida e somos livres pra escolher como vivê-la. Às vezes as minhas escolhas podem não agradar as pessoas que eu amo, mas eu preciso viver por e para mim, uma necessidade que todos nós temos e é preciso coragem para enfrentá-la. 

Gosto de dançar, de música, de uma boa conversa, de me rir de parvoíces... Amo os meus filhos... são a razão de estar aqui, viva! Sou loucamente apaixonada por eles, são meu ar, meu sol. São tudo! 

Não sou uma pessoa vazia, nem solitária, e também não tenho medo de solidão. 
Não concordo com declarações do género, metade da laranja, alma gêmea, tampa da panela e coisas assim, eu não sou nada disso! Não sou metade, sou inteira, não nasci com a obrigação de completar ninguém, não são duas metades que vão descobrir o que é o amor. Até porque aprendi que absolutamente nada é pra sempre. Por isso insisto que a vida é feita de momentos, alguns arrependimentos, mas nada que não seja ultrapassável e que nos impeça de continuar a viver. Posso ate falar, escrever e ler coisas românticas, mas não gosto de lamechices... não se diz “eu amo-te" como se diz “de nada” ou “obrigada”, não se ama alguém a primeira vista. Não no mundo louco e capitalista em que vivemos. Onde tudo é um risco, inclusive falar ou ajudar uma pessoa na rua... Tive os meus infortúnios amorosos, amei e fui amada... já sofri e fiz sofrer... As minhas prioridades hoje são outras, sou apaixonada pela vida... Trago na alma, ensinamentos de todos os que se cruzaram na minha vida... Percebi que a vida é muito mais que física, é sentimento, é preciso fazer as coisas sem esperar nada em troca, aprendi a ser eu mesma, e conquistar as pessoas assim. Aprendi a perdoar, e o rancor não faz parte de mim. Aquela desculpa calada, que aprendemos a praticar sem ter que sair rasgando o verbo, perdoar é virtude. Meus amigos, indispensáveis, essenciais no meu viver, tornam a minha vida mais feliz, provam-me o quanto eu preciso deles, e o quanto é bom ser útil. A vida é um passeio, uma volta, onde cada um é responsável pelos seus atos, assim como é responsável pelo que cativa. Passamos uns pelas vidas dos outros, sempre levando algo de alguém e deixando algo de nós. É preciso acreditar em sensações, em uma energia transcendental, que transborda o amor da criação, e que está nos mínimos detalhes, nas coisas mais simples. É preciso acreditar e cuidar. Como não é fácil me descrever, ainda falta tanta coisa, mas vou ficar por aqui... Falta muito para me conheceres, e se já me conheces vais pensar que me esqueci de falar aquela coisa, jeito hábito ou mania que sabes que tenho e são imensas. Só descrevi um pouco de mim aqui, mas isso não é nada, quem me conhece de verdade sabe muito mais, portanto não me limitem nesta “breve” definição.
 
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