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Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Quando o destino quer, aceita só que é o destino...

08.04.18 | Olhos de cristal frio

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Sabes, aqueles momentos únicos, em que mergulhamos nos nossos pensamentos e parece que esquecemos o resto do mundo, num desses momentos a minha mente fez-me a seguinte pergunta: o que dá sentido à vida?

O que nos faz levantar todos os dias e abrir a janela, mesmo quando o sol não brilha?

Talvez seja uma ousadia, e até mesmo uma paranóia da minha parte tentar desvendar este mistério, mas acredito que a resposta desta pergunta possa ser resumida em apenas uma palavra: o desconhecido.

Se a vida fosse um livro escrito, a partir do qual teríamos acesso não só aos grandes, como aos pequenos acontecimentos do nosso dia a dia?

 

Sendo assim, levarias o guarda chuva ao sair de casa, pois saberias que a chuva viria, mas não irias desfrutar da sensação única que é senti-la a escorrer pelo corpo.

Felizmente não é assim. Somos convidados todos os dias a dormir sem saber o que esperar do dia seguinte. E é este total mistério e infinitude de possibilidades que nos dá, se não o sentido, a vontade de viver.

Não irias tomar as decisões erradas, mas também não irias ter a oportunidade de adquirir o amadurecimento que, muitas vezes, só elas são capazes de nos fornecer.

 

A vida pode até ser um livro, mas somos nós que o escrevemos e o preenchemos a cada dia com nossas constantes descobertas daquilo que, até então, era desconhecido.

 

-Sofia Faria

 

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