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Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

4 lições sobre a vida que só o mar pode ensinar

24.02.18 | Olhos de cristal frio

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 O oceano torna-se um meio que permite cruzar fronteiras, ocupar territórios, lidar com medos, encarar o desconhecido, ter sucesso ou fracassar…Ele ensina. Porque por mais que as correntes e movimentos sejam estudados e conhecidos, cada dia é um dia diferente. E isso é a própria imprevisibilidade da vida, da vida da gente.

No grande mar da vida, nós navegamos e desfrutamos de dias com sol, calmaria, mas também nos deparamos com ondas gigantes, vendavais e tempestades que desejam nos engolir.

 

De pé na areia da praia a olhar para as correntes oceânicas selvagens movendo-se na minha direcção, eu vi a vida — sempre em mudança, agressiva, persistente e silenciosa.

 

Assim como o oceano, a vida é calma às vezes.


Mas também pode ser selvagem e implacável quando quer entregar seus ensinamentos.
A qualidade das lições muda ao longo do tempo. Seu conteúdo depende das habilidades e objetivos de quem está a aprender.


Aqui estão 4 lições da vida que o oceano ensina:

 

1. Movimento

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 Nenhum homem pode pisar no mesmo rio duas vezes porque não é o mesmo rio e não é o mesmo homem” – Heráclito

 

 

A natureza constante da mudança mostra-se mais profundamente no mar. Quando olhamos para o oceano, o que vemos é uma massa de correntes de água movendo-se para frente e para trás a diferentes velocidades.
As marés sobem e descem, as ondas cobrem uma porção maior da praia e outras vezes elas suavizam e movem-se calmamente para a parte mais profunda do oceano.

 

A vida, como o oceano, não para de se mover.


Ela manterá sua generosidade disponível para todos, mas precisamos reconhecer essa generosidade para nos beneficiarmos disso.
Temos que olhar para as correntes, antecipar o tipo de presente que iremos receber e preparar-se para recebê-los no momento da chegada.

 

 

2 – Agressividade

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Uma das mais vitais lições que o mar ensina é a agressividade. Uma grande parte da vida é definida pelas adversidades.
Há momentos em que sentimos como se o oceano da vida estivesse a atirar-nos para trás. Às vezes, devora-nos e outras vezes nem nos leva.

É apenas uma desordem na realidade para mostrar elementos mais cruciais para a vida. A vida quer apenas que alinhemos a nossa visão com a dela.

Às vezes, simplesmente quer que deixemos nossas crenças. E outras vezes quer que comecemos de novo.
A coragem que temos de reunir para encarar o oceano com todos os seus terrores e crueldade, é imensa. Mas a força que conseguimos para enfrentar as fortes correntes vale a pena, pois fortalece-nos.

 


3 – Persistência

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O que quer a vida quando parece irritada e implacável?

É claro que não quer que devolvamos com mais agressão, pois isso só levará a um sentimento de desamparo. Ela também não quer que cedamos, pois não é nossa inimiga.
A vida quer que lutemos da maneira que ela nos ensinou a lutar nos tempos mais calmos — com firmeza, compromisso e perseverança.
Temos que manter o controle sobre o poder que a vida nos deixou em algum momento.
No momento em que perdemos o controle, mesmo que ainda nos sentíssemos gratos por acordar cedo, começamos a caminhar para o fracasso.

A ação mais difícil da vida é manter a postura nos momentos difíceis. Somente o processo de recuperar forças nesses momentos pode superar todas as dificuldades.
O mesmo acontece com o mar. Quando a água está com raiva, precisamos manter o nosso chão.
Quanto mais areia perdemos debaixo dos pés, mais vulneráveis ficamos às ondas que retornam.

 


4 – Silêncio

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O silêncio é mais uma das lições da vida que o mar ensina. Mesmo as maiores lições da vida são ensinadas e aprendidas em silêncio.
Na maioria das vezes, se não estamos em silêncio, não estamos atentos e, finalmente, não estamos a aprender.
Sob as camadas de gritos frenéticos, reivindicações alegres e votos triunfantes, a vida nada mais é do que silêncio vibrante.
Aqueles que se aproximam desse silêncio chegam a uma melhor compreensão sobre o que a vida reserva para eles.
Reclamar, ameaçar e discutir apenas nos afasta dos silenciosos chamados da vida.
Se diariamente fizermos uma pausa para refletir sobre quem somos, veremos a figura silenciosa da vida esperando-nos com os braços abertos.

 

 

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