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Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Olhos de cristal

Dizem que sorrio com os olhos, falo pelos cotovelos e meto os pés pelas mãos. Em mim a anatomia não faz o menor sentido. Gosto de ler um toque, de observar com o coração e caminhar com os pés da imaginaçao

Às vezes as pessoas amam-se, mas...

04.03.18 | Olhos de cristal frio

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Para mim, as melhores relações são construídas à moda "antiga". Olho no olho, mão na mão com conversas longas a perderem-se no tempo. Olhos que namoram a boca que fala, apreciando-lhe todas as curvas com prazer, que debitam palavras e mais palavras sobre assuntos mais íntimos ou triviais, e que intensificam os laços entre os interlocutores.

 

Por isso não entendo como podem estes novos amores sentarem-se lado a lado, de telemóvel na mão completamente embrenhados naquele dispositivo, esquecendo por completo que estão ali, acompanhados um do outro. Não se tocam. Não se falam. Desligam-se momentaneamente apenas para engolirem à pressa o café que entretanto chegou à mesa...  E retomam as suas conversas secretas num mundo virtual que os leva para bem longe dali.

 

Assisto a tudo isto com alguma nostalgia dos tempos em que sem telemóveis, nos entregávamos ás longas conversas pela madrugada fora, onde a única coisa que nos interrompia  eram as horas tardias e o ter de levantar para trabalhar no dia seguinte.

Tempos de amores mais genuínos, onde os afectos eram mais intensos, e a relações muito mais próximas.

-Sofia Faria

 

Leia também:

Tu não mereces um amor frio, mereces magia

04.03.18 | Olhos de cristal frio

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Como se namorava há 50 anos?

O que se transformou da serenata ao Fabebook?

Há 50 anos o namoro tinha como objetivo o casamento e a formação da família.

Havia uma ordem muito clara de que todos deveriam se casar e quem não o fizesse ficava para "tio/a", algo socialmente reprovável.

A ideia do amor era mais romântica, expressa nas músicas, nos filmes...

O namoro de hoje nem sempre desemboca no casamento, é muito mais focado no prazer que no dever.

Não se pode comparar o namoro de hoje e o de ontem em termos de compromisso.

As relações, que se tornaram mais líquidas, passaram a ser o tema de exposição.

Tudo vira notícia. E a notícia passa a ser mais importante que a própria relação.

Antigamente as pessoas "andavam" namorando e hoje namoram "andando"? Há diferenças?